Clafoutis aux Pomme

Esta sobremesa, prática de fazer, é deliciosa e até saudável, e talvez por isso se tenha tornado um sucesso da amiga E. que é constantemente convidada a levá-lo para festas.

Ontem foi dia de mercado e de maçãs reinetas que, por serem ácidas, funcionam muito bem neste doce.

Segue a receita, com as típicas alterações… 😛

clafoutis

Ingredientes:

  • 3 a 4 maçãs
  • 2 chávenas de farinha
  • 1 +1/2 chávena de açúcar
  • 4 ovos
  • 0,5 l de leite
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 2 colheres de chá de fermento em pó

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Misturar bem todos os ingredientes, excepto as maçãs, que se cortam em fatias finas e se colocam no fundo de um tabuleiro forrado de papel vegetal. Deitar a mistura por cima das maçãs e levar ao forno durante cerca de 40minutos.

Granola

Os “cereais de compra” têm geralmente um terrível problema: demasiado açúcar! Já para não falar dos que, para se tornarem mais crocantes, são fritos.  Por isso, e seguindo a receita base da amiga B. hoje fez-se granola cá em casa.

ganola

Ingredientes:

  • cerca de 500g de aveia
  • 2 bananas maduras
  • 150g de aperces desidratados (também podem usar tâmaras ou passas)
  • frutos secos a gosto (usámos nozes, amendoas, pinhões e côco)

Pré-quecer o forno a 150ºC.

Na picadora, picam-se muito bem os alperces e reduzem-se as bananas a puré. Coloca-se esta “cola” numa taça grande e acrescenta-se, a aveia aos poucos. Mistura-se tudo muito bem, até formar pequenos aglomerados. Se quiserem podem misturar os frutos secos nesta fase. Eu prefiro que não fiquem torrados, por isso só os adiciono no final.

Espalhar a granola num tabuleiro forrado com papel vegetal e levar ao forno durante cerca de 30 minutos ou até ficar dourado. Deve-se ir mexendo de 10 em 10 minutos para tostar por igual.

Deixar arrefecer completamente antes de guardar num frasco bem fechado.

granola

Esta será consumida consumida com iogurte, também ele feito em casa.

Bons pequenos-almoços!

Muffins de Aveia e Canela

No local onde trabalho há, naturalmente, a tradição de levar bolo no dia do aniversário. No entanto, nem sempre dá muito jeito cozinhar nesse dia, já por si, cheio de solicitações. Por isso instituimos a regra de ser uma colega a fazer o bolo de aniversário. Desta vez auto-encarreguei-me de fazer o bolo de aniversário da S. que foi celebrado com um ligeiro atraso.

Uma vez que tinha acabado de comprar umas forminhas de papel muito giras, o bolo foi transformado em pequenos muffins. Segue a receita.

Muffins aveia canela

Ingredientes:

(1 chávena = 250ml)

  • 1 + ½ chávena de farinha
  • 1 chávena de aveia integral
  • 1 chávena de açúcar amarelo
  • 1 colher de chá de fermento
  • ½ chávena de margarina derretida
  • 1 pitada de sal
  • 2 iogurtes naturais
  • 2 ovos

 

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Num jarro/copo medidor, empilhar os ingredientes secos: farinha, aveia, açúcar, fermento e sal.

Misturar muito bem os ovos com o iogurte, adiconar aos poucos os ingredientes secos e por fim a margarina.

Mexer tudo muito bem e colocar nas formas de papel, polvilhando com alguns flocos de aveia. Levar ao forno durante cerca de 15min ou até passarem no teste do palito.

mufins aveia e canela

Bolo de Guinness

A pedido de várias famílias segue a receita do bolo de Guinness que não ficou muito fotografável mas, por outro lado, extremamente delicioso!

A receita que serviu de base é a da Nigella, mas como já se sabe, o factor “a olho” ganha sempre mais espaço, pelo que apresento a coisa tal como foi feita.

Image

Ingredientes:

Bolo

  • 250ml de cerveja Guinness
  • 250g de manteiga sem sal (manteiga mesmo!)
  • 75g de cacau em pó
  • 70g de chocolate de culinária
  • 400g de açúcar mascavado (usei integral, mas ficaria ainda melhor com açúcar castanho)
  • 150ml de natas
  • 3 ovos
  • 275g de farinha
  • 1 colher de chá de fermento em pó

Cobertura

  • 1 embalagem de queijo marcarpone
  • 1 pacote de natas
  • Açúcar em pó

Pré-aquecer o forno a 180º e untar uma forma sem buraco.

Numa panela, colocar a Guinness e a Manteiga e aquecer em lume brando. Quando a manteiga começar a derreter, adicionar o açúcar, o cacau em pó e o chocolate partido em pedacinhos. Isto vai originar uma mistura castanha e viscosa. Mexer sempre para não queimar o chocolate.

À parte, misturar muito bem os ovos com as natas. Adiciona-se a farinha e o fermento até ficar uma pasta homogénea. Verte-se aos poucos esta mistura para a panela, misturando tudo muito bem. Coloca-se na forma e vai ao forno durante cerca de 50 minutos ou até passar no “teste do palito”. Não se deve deixar cozer demais pois o interesse deste bolo reside no facto de ficar húmido no interior.

Depois de arrefecido o bolo pode então fazer-se a cobertura. Para tal basta bater as natas até ficarem bem firmes, adicionar o mascarpone e o açúcar em pó e misturar bem.

Por ser tão simples, tão bom e tão diferente, este vai ser um bolo a repetir.

Porto: três dias, quatro francezinhas

Se a procura por boas francezinhas em Lisboa já foi iniciada (aqui e aqui), uma ida ao Porto não pode dispensar este prato típico. Tínhamos quatro refeições a fazer e a escolha das quatro francezinhas eleitas não foi fácil. Além de contarmos com sugestões dos locais, munimo-nos previamente das reviews do Projecto Francezinha. Há muitos sites de rating mas este é fantástico, porque há quatro avaliadores e vários critérios (falta-lhe o serviço, vá… que também conta!) e tem um mapa francezónico muito útil a turistas como nós.

Escolher a primeira francezinha foi fácil – nunca dispensamos uma ida ao Santiago. A descoberta foi mais ao menos casual. Em 2008 um grupo de estudantes vai ao porto para uma conferência e aloja-se pelas bandas de Santo Hildefonso. Ao chegar pergunta a uma desconhecia: “Por favor, onde é que se come aqui uma boa francezinha?” e a senhora aponta para o restaurante à nossa frente “no Santiago, claro! Ganhou o prémio este ano!”. Aqui nunca saímos desiludidos. O serviço é rápido e simpático e é claramente a francezinha com melhores entranhas que já provámos! O pão é torrado, o bife grelhado é finíssimo e tenro, a linguiça é muito saborosa e leva também o prémio de melhor queijo. Fazem-se acompanhar de ovo estrelado (que é no entanto opcional) e de batatas fritas caseiras. O único critério ao qual não atribuímos as 5 estrelas é ao molho. É demasiado líquido e nada picante.

Na refeição seguinte optamos por testar um dos espaços que ocupa os top’s do Projecto Francezinhas e fizemos uma caminhada (mais longa do que o esperado e sempre a subir!) até ao Café Onital. Recebe-nos um orgulhoso transmontano, muito simpático que rapidamente percebe ao que vamos e “saem duas francezinhas!”. Neste café familiar as francezinhas tardaram a chegar, mas valeu a pena pois tudo pareceu feito na hora. São enormes e o molho é delicioso. As batatas são caseiras e o molho (não sei se já dissemos) é mesmo de topo! Picante q. b., espesso e muito saboroso. As entranhas também são de grande qualidade, embora não superem as do Santiago. É sem dúvida a francezinha com melhor relação qualidade-preço, 8€. Descemos a rebolar até ao hostel e com vontade de voltar.

A terceira francezinha foi sugestão da nossa anfitriã M. – fomos à Regaleira. Diz-se que as primeiras francezinhas foram criadas e servidas aqui. Já as opiniões online divergem… Há ex-frequentadores assíduos que se queixam da progressiva redução de qualidade após a saída do cozinheiro que durante muitos anos lá trabalhou, mas também há acérrimos defensores que lhe chamam local de culto. A nossa experiência diz-nos que é local e evitar se queremos jantar depois das 21h30, mesmo a um Sábado à noite em que todos os cafés e restaurantes do centro do Porto se encontram de cozinha aberta até tarde. Mesmo tendo passado lá previamente, dando conta da hora a que tencionávamos jantar e perguntando se era necessário fazer reserva, fomos, ao chegar, rapidamente apressados a pedir porque “a cozinha está a fechar”. Trazem-nos uns croquetes e uns rissóis extremamente ensopados em óleo que prontamente recusamos e aguardamos então pelas ditas! Chegaram depressa, tal como as batatas estilo pala-pala mas caseiras; inesperadas mas saborosas. O molho é bastante bom e, embora espante pela falta de homogeneidade, é rico e espesso sem parecer sopa. Já as entranhas deixam muito a desejar, com carne assada e demasiado pão. A meio do jantar e depois de um dos empregados ter recebido um telefonema ao qual respondeu “sim, sim, vou já para casa, estão só aqui três pessoas mesmo a terminar”., apagam-nos as luzes, o que nos dissuadiu de pedir mais o que quer que fosse. Foi um jantar-relâmpago.

Por último, já tínhamos ouvido falar maravilhas do Bufete Fase que consta frequentemente dos primeiros lugares nos vários sites de rankings. Havia fila à porta, mas não demorou muito até nos sentarmos. Enquanto aguardávamos víamos todo o processo de criação das francezinhas. As entranhas estavam já pré-preparadas, à excepção do bife que era frito no momento. O pão era tostado, com um pouco de manteiga e o queijo abundava. Aqui não há ovo o que é uma pena. Tanto o senhor que faz as francezinhas como a senhora que as serve, inspiram uma calma fantástica. Mesmo com a casa cheia e fila de espera, nunca descuraram o seu trabalho. O senhor fazia cada conjunto de francezinhas como se fosse único e a senhora era extremamente atenciosa, tendo bastante facilidade em gerir as salas e as pessoas esfomeadas e ansiosas. Leva boa nota pelo serviço. A francezinha, é boa, mas não é maravilhosa. O molho, líquido, parece só ter tomate. É ácido, pobre e nada picante. As batatas são congeladas mas estavam bem fritas e estaladiças. As entranhas, requentadas, não fascinaram. No entanto, é uma francezinha leve que se come bem sem a sensação de que é preciso descer à Ribeira e voltar para a digerir.

Posto isto, penso que continuaremos a frequentar o Santiago e o Onital para juntar às muitas descobertas que ainda temos para fazer no Porto. Sugestões? 🙂

Por esta altura haverá quem se questione porque não fomos ao famigerado Capa Nega. É que já fomos e não ficamos fãs do serviço industrializado nem do molho tipo sopa.

E agora é tempo de fazer dieta. Até breve!

Crumble de Marmelo

O Outono é talvez a nossa estação do ano favorita. Tem cores maravilhosas, uma luz fantástica para fotografar e produtos de época deliciosos. Os marmelos são um exemplo desta frutífera sazonalidade e aqui comem-se de várias maneiras como já tivemos oportunidade de demonstrar. 

Geralmente a pressa acaba por colocar os marmelos no forno apenas polvilhados com açúcar amarelo e regados com Porto mas desta vez saiu um belo crumble. A receita foi apresentada em formato comestível pela amiga B. que, tal como a parte feminina desta díade, não segue regras, quantidades ou ingredientes. Aliás, dada a sua intolerância ao trigo, utilizou farinha de arroz e ficou óptimo. Seguem os procedimentos…

 

_DSC1813Ingredientes:

  • Marmelos
  • Vinho do Porto
  • Açúcar Mascavado
  • Farinha de trigo/arroz
  • Manteiga (creme culinário ou manteiga de soja funciona igualmente bem)
  • Flocos de aveia

Partir os marmelos em pedaços pequenos, regar com vinho do Porto e polvilhar com o açúcar. Levar ao forno tapado com papel de alumínio até ficarem bem molinhos.

Num robot de cozinha, misturar muito bem a farinha, manteiga e o açúcar. No final adicionam-se os flocos de aveia e “pica-se” grosseiramente. O objectivo é obter uma massa areada.

Depois dos marmelos estarem cozidos, adicionam-se pedaços de massa até cobrir o tabuleiro. Vai ao forno para tostar (cerca de 15min).

É óptimo comido ainda morninho 🙂

 

Marisco em Serpa? Sim, por favor!

Este post serve apenas para justificar muito rapidamente, e até porque não é difícil, a opção de inclusão do Restaurante e Marisqueira A Piscina, em Serpa, na nossa secção de Recomendações, ao lado de primos ricos e tascos de culto. A razão é simples, porque é bom. É muito bom.

Servem refeições continuamente, pelo que podemos almoçar às 16h ou jantar às 23h sem problemas. Os empregados são simpáticos (como não podia deixar de ser nesta zona do país que tão bem sabe receber) e a carta apresenta uma grande variedade de pratos. Entre petiscos, peixe fresco da costa (pois é!), marisco ou carnes alentejanas, é possível agradar a gregos e troianos.

Desta vez ficámo-nos pelas saladinhas de polvo e ovas, queijo de serpa, gaspacho refrescante com carapauzinhos fritos, navalheiras a saber a mar e gambas da costa (cozidas na perfeição) para acompanhar as imperiais.

Porque ficamos sempre bem impressionados (qualquer que seja o pedido) e porque o valor da conta não assusta, temos voltado sempre que possível a este spot no interior do país. Tal como sugere o nome, o restaurante fica lado a lado com as excelentes piscinas municipais de Serpa. Um 2 em 1, portanto.

É (também) por estes pequenos detalhes imprevistos (mas que funcionam!), que adoramos o Alentejo!

Sea Me – Peixaria Moderna

Começamos por dizer que este post é um grande desafio. Há muito que queríamos experimentar o Sea Me. Sabíamos que não nos iríamos conseguir controlar perante tantas possibilidades antecipadamente percebidas como deliciosas! Tanto que a coisa foi feita em tom de prenda de aniversário, para não parecer demasiado extravagante. Com oito meses de atraso, o presente foi entregue (e muito bem recebido!). O desafio está em descrever tantos pratos tão cheios de potencialidades e combinações interessantes sem perder a cabeça, levantar da cadeira e rumar outra vez ao Sea Me.
A caminho do restaurante, depois do J. me ter dito “nada de lanchar hoje!”, perguntei-lhe:
– Leste a review da L.?
– Não me lembrei. Tu leste?
– Não! [pânico]
Temos sempre em consideração os seus comentários, mas nesta situação, tivemos também (por mero e curioso acaso) a sua presença na mesa ao lado!
– O que nos aconselhas?
– Tudo, mas têm que experimentar as vieiras.
Primeira escolha da carta feita, portanto.

Sea Me Imagem recolhida aqui

Temos pena de não ter telefones espertos para registar os nomes e os respectivos pratos. Porque são bonitos. Muito bonitos! Mas tentaremos descrevê-los e assim não estragamos a surpresa visual!
Apesar do sugerido pelo nome do espaço e pela bela bancada de peixes e mariscos frescos, não optámos por escolher o peixe a Kg. É que a carta para entradas e petiscos é bastante extensa e pareceu-nos a melhor forma de experimentar vários pratos.
Começam por nos oferecer uma latinha de pão e um couvert muito interessante com azeite e vinagre balsâmico, salada de grão e uma pasta de marisco deliciosa. Escolhemos vinho a copo (um Cartuxa branco), mas rapidamente passámos para a imperial por ter um valor mais simpático e para compensar picantes e especiarias afins.
Pedimos então as vieiras coradas com tártaro de manga e flor de sal. Deliciosas, quase se derretiam na boca e combinavam muito bem com a manga, ácida e fresca. Veio também uma salada japonesa, a surpresa da noite! Com algas tenrinhas e grandes pedaços de peixe branco, estava muito bem temperada com cebolo, lima e um leve picante. Esta será para repetir sempre. Optámos também por um carpaccio de atum com parmesão e molho de vinagrete. Mais um vez, esqueçam as fatias fininhas, as delicadezas japonesas, nada disso! São pedaços grandes de atum suculento e fresco que nos chegam. No entanto, o parmesão e o molho ocultam bastante o sabor do peixe, pelo que o prato não funciona assim tão bem.
Como não podia deixar de ser, pedimos sushi e sashimi. Neste caso somos mesmo muito exigentes pois a nossa fasquia é alta, como já se sabe, e nivelada pelo Umai/Izakaya. O sashimi era muito bom, com grandes pedaços de peixe e pequenas tiras de lula e de vieira (deliciosa crua!). Deveria trazer mais wasabi e gengibre dada a quantidade de peixe, mas também isso se perdoa. Os makis são simples – boa alga, bom arroz e bom peixe – e por isso são muito bons. Já os rolos fritos, estaladiços, com interiores sugestivos e boas combinações de ingredientes, pecam pelo intenso sabor a frito. A dada altura comentámos mesmo que nos lembrava farturas. Provavelmente não repetimos estes, mas e então? Há dezenas de outros partos para degustar!
Para terminar, um leite creme queimado, com uma textura muito interessante. Delicioso!
Quanto ao ambiente, é bastante bom ao início da noite mas logo que a sala enche (e enche mesmo, por isso é aconselhável fazer uma reserva) começa a ser bastante difícil para conversar.
O resultado? Como diria a L. “saimos de tanga” e a rebolar, por 50€ por pessoa.
Mas voltamos, oh se voltamos!
 

Francezinhas do Marco (Odivelas)

Este Verão tem sido pobre em inovações culinárias caseiras, ou quando as há, impera a preguiça de as fotografar. No entanto, temos conseguido experimentar outras cozinhas e esperamos conseguir colocar em dia as reviews dos spots mais interessantes.

Comecemos pelas Francezinhas. O grupo dos Alarves, 5 destemidos apreciadores de gastronomia que não se importantam de fazer dezenas de Kms para a degustar, deu continuidade ao projecto das Francezinhas em Lisboa, já documentado aqui.

Depois do festival temático no Tryp Oriente, foi a vez de experimentarmos o Marco em Odivelas, que nos foi muito bem referenciado. Este é o trigémio Lisboeta de outros dois irmãos: um na Trofa e outro em Famalicão. Achámos que era argumento suficiente para experimentar. E lá fomos, numa Sexta-feira à noite, restaurante cheio mas ainda assim confortável, empregados de mesa divertidos (mas não chegando ao irritante patamar do “Chicoespertismo” como muito bem os caracterizaram os Gato Fedorento), num espaço muito favorável a jantares de grupos. Pedimos as nossas Francezinhas, especiais todas elas (pois se num conjunto de três, há uma que é especial, ou “à casa”, será sempre essa a opção a fazer). Chegaram em menos de nada, enormes, numa travessa cheia de batatas fritas caseiras (um pouco molengas para o nosso gosto, mas saborosas) e com molho extra, para quem quiser. Entranhas de boa qualidade, com bife finíssimo grelhado, mortadela, linguiça e salsicha de conserva (tipo alemão), terminando com um ovo estrelado na perfeição. O molho que acompanha a dita, é muito interessante, saboroso e espesso (sem parecer sopa), no entanto não contém picante. Nesse caso deve pedir-se antecipadamente, ou então num recipiente à parte. Isto é uma vantagem pois permite a cada um determinar o grau de picante pretendido para a sua francezinha.

Também interessante é a cerveja Checa – Branca, Preta ou Morena – fresquíssima e servida em flutes. No entanto o seu valor (10€ por garrafa de 1L) rapidamente convida a pedir umas canecas. A sangria tinta também é bem feita embora não estivesse suficientemente fresca.

Francezinhas, cervejas, sangria e entradas (uns rissóis de carne acabados de fritar) ficaram por 15€/pessoa. Nada mal para a quantidade. Apesar de ter dado conta do recado, a parte feminina da mesa desejou ter pedido as francezinhas mini que constavam no menu infantil! É aconselhável marcar mesa.

Contamos voltar!

Sushi Salad

O jantar de ontem foi descaradamente decalcado daqui. Tínhamos salmão e atum fresco para sashimi, pouco tempo para fazer makis, e por isso, foi tudo para os copos. Tendo sobrado arroz, ainda arriscámos dois temakis de atum, morango e queijo creme, mas não tendo ficado muito bonitos, não foram fotografados.

Sushi Salad

Ainda que as imagens sejam auto-descritivas, segue o processo:

Primeiro há que cozinhar o arroz como indica a embalagem (ou seguir as instruções generalistas*). Enquanto coze podem-se ir preparando os restantes ingredientes, cortando  peixe cru e o abacate em cubos e alga nori em quadradinhos.

sushi salad

Colocar uma porção de arroz em cada copo. Adicionar uma camada de abacate (podem também usar pepino ou qualquer outra fruta ou legume cru que prefiram), o peixe e terminar com sementes de sésamo ou cebolinho picado.

sushi salad

* Como preparar o arroz: 1taça de arroz para 1taça+1/4 de água fria, lavar bem, escorrer e colocar dentro de uma panela com água, esperar 10min. Ligar o lume e deixar levantar fervura, baixar a temperatura e deixar cozer por 10min em lume brando. Desligar e manter tapado durante mais 10min. Espalhar num tabuleiro, aquecer o vinagre de arroz+açúcar+sal, adicionar a pouco e pouco ao arroz,  mexer até atingir a temperatura corporal. Só depois usar.