Scones

Scones ficam bem em qualquer mesa de lanche. Por não encontrar a receita velhinha, em papel amarelado, dos scones densos e aspirantes aos perfeitos scones do Saudade, procurou-se uma receita online. O blog da Joana Roque tem várias características positivas, nomeadamente quanto à informação completa fornecida nas receitas, o que faz com que o produto final corresponda sempre às expectativas (mesmo quando inventamos por cima)! Por esta garantia de sucesso é um recurso usado muitas vezes em SOS e também em novos desafios. Assim, segue a receita com as devidas alterações, destes scones que ficaram leves e fofos.

scones

Ingredientes:

  • 250g de farinha
  • 2 colheres de sopa de açúcar amarelo
  • 1 colher de chá cheia de fermento
  • 1 pitada de sal
  • 2 ovos
  • 2 colheres de sopa de manteiga (manteiga mesmo)
  • 6 colheres de sopa de leite

Misturar os ingredientes secos (farinha, fermento, açúcar e sal) numa tigela grande e, à parte, bater os ovos e adicionar o leite e a manteiga mexendo bem. Fazer uma cova no centro de mistura dos ingredientes secos e deitar os líquidos. Amassar rapidamente com as pontas dos dedos e tender pequenas bolinhas. Levar ao forno num tabuleiro com papel vegetal, durante cerca de 15 minutos.

Servir quentes com compota ou manteiga!

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Sobre Marmelos…

Desde que nos mudámos para o campo e passámos a trabalhar em casa que temos vivido mais ao sabor da natureza e das estações do ano. Há tempo para ir ao mercado municipal e comprar produtos da época, directamente ao produtor. Assim, sentimos a necessidade de “aproveitar” ao máximo o que a natureza nos pode dar e evitar comprar feito.

A semana passada, numa ida ao mercado, uns marmelos grandes e de casca ainda verde mas limpa, chamaram-nos à atenção. Trouxemo-los para casa e ontem demos-lhes uso!

Como tentamos que nada se perca e que tudo se transforme, o 1,2kg de fruta que comprámos foi aproveitado até ao caroço, literalmente. Assámos metade, reduzimos os restantes a marmelada e com os caroços fizemos geleia! Seguem as receitas.

Marmelos assados no forno

Lavam-se muito bem os frutos, esfregando com um pano se necessário. Numa tábua, cortam-se em fatias finas, reservando os caroços (gostamos da textura da casca depois de cozida, mas se quiserem poderão descascar).

Deitam-se num tabuleiro de ir ao forno, polvilham-se com açúcar e regam-se com vinho do Porto e água*. Coloca-se o tabuleiro no forno a 200ºC até as fatias de marmelo ficarem macias, misturando de vez em quanto para não secar.

*As partes de água e vinho do Porto dependem do gosto pessoal. O importante é não colocar demasiado líquido que faça cozer ao invés de assar, nem deixar secar completamente a fruta, caso contrário queimará.

 

Marmelada

Começamos por avisar que para nós a marmelada não é propriamente uma compota, é uma coisa doce e frutada que se corta com uma faca e se come com requeijão. Por isso precisa de muito açúcar, pouca água e muito tempo até apurar.

Mais uma vez, a MFP foi utilizada, neste caso para evitar que estivéssemos a mexer a panela durante várias horas, sujeitos a queimaduras de doce a ferver.

Eis a aventura da primeira compota…

Colocámos na cuba o mesmo peso de marmelos (fatiados e com casca) em relação ao açúcar e uma pequena parte de água (foi mesmo a olho, mas o correcto seria 1dl por cada kg de fruta). Programámos a MFP para o programa das compotas e fomos à nossa vida.

No final (1h20), o preparado ainda não estava com aspecto de cortar à faca. Usámos a varinha mágica para reduzir os pedaços maiores (mas não deixámos ficar em puré porque gostamos das texturas) e colocámos mais 2h no “bake”, mas com a tampa aberta para evaporar a água mais facilmente.

Quando estava a fazer ponto de estrada e já tinha um ar caramelizado, transferimos o preparado para uma taça de onde já só vai sair, fatiada, para cima de uma fatia de requeijão de Seia… humm…

 

Geleia de Marmelo

E os caroços? Pois é, não foram para o lixo.

Como tudo foi feito em simultâneo, ao arranjar os marmelos para assar e para a compota, os caroços foram logo atirados para um tacho anti-aderente com água (para retardar a oxidação). Deixam-se ferver durante alguns minutos até começar a espessar um pouco. Depois coa-se o preparado e volta-se a levar o líquido ao lume (agora sim, podem-se deitar fora os caroços e cascas).

Acrescenta-se açúcar (a relação é 1l água para cada kg de açúcar) e mexe-se… mexe-se… mexe-se até ficar com um aspecto gelatinoso.

Cuidado para não deixar chegar a ponto de estrada, pois quando a geleia arrefece pode ficar literalmente em pedra, e portanto inutilizada. True story…

Transferir a geleia para frascos de vidro esterilizados e guardar.

Depois pode ser utilizada para pincelar bolos e tartes, para comer com camembert ou em folhados de chèvre.