Panquecas

Quem já ficou cá em casa para lanchar, quase de certeza teve direito a panquecas. São rápidas de fazer, com ingredientes que temos quase sempre na despensa, e permitem inúmeras variações na decoração. Adquirimos também o hábito de as comer ao pequeno-almoço, por isso tenho feito grandes quantidades para congelar em doses individuais.

panquecas

Ingredientes:

  • 1 chávena de farinha
  • 1 chávena (mal cheia) de leite
  • 2 colheres de sopa de açúcar amarelo
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de sobremesa de fermento
  • 1 ovo biológico

Misturar muito bem todos os ingredientes e deixar a massa descansar no frigorífico durante cerca de uma hora.

Aquecer uma frigideira anti-aderente (se necessário, derreter um pouco de margarina). Adicionar a massa até formar um disco do tamanho desejado e esperar até abrirem buraquinhos. Nessa altura, pode voltar-se a panqueca e retirar de seguida do lume. Este processo deve ser feito em lume médio para não ficarem muito queimadas. Como usamos uma frigideira grande, podemos fazer 3 de cada vez, pelo que temos lanche em 10 minutos!

Empilhar as panquecas ainda quentes, e adicionar toppings a gosto (natas, gelado, chocolate, canela, frutos secos…) e servir. Estas tiveram apenas manteiga, maple syrup e canela.

Biscoitos de limão com sementes de papoila

No Natal passado, a maioria das nossas prendas foram verdadeiramente homemade. Na preparação (pouco atempada) de biscoitos, compotas, geleia e marmelada, não houve tempo para partilhar receitas.

Assim, hoje fizemos um remake de biscoitos, para apreciar calmamente e aprovisionar em saquinhos.

O processo aqui apresentado foi inicialmente baseado nesta receita, mas depois das várias fornadas, realizadas entre Novembro e Dezembro, foram feitos alguns ajustes e por isso utilizamos proporções e ingredientes diferentes.

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Ingredientes:

  • 750g de farinha de trigo
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 200g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
  • 400g de açúcar
  • 2 ovos
  • Sumo e raspa de um limão
  • Sementes de papoila

Bater muito bem a margarina com o açúcar e depois juntar os ovos. Adicionar o sal, fermento, o sumo e raspa de limão e as sementes de papoila. Misturar tudo muito bem. Adicionar a farinha a pouco e pouco até formar uma massa compacta que não cole às mãos.

Guardar no frigorífico durante cerca de 1 hora.

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Estender a massa com a ajuda do rolo, cortar nas formas desejadas e dispor num tabuleiro forrado com papel vegetal (ou uma cobertura anti-aderente equivalente). Cozer até que as exterminadas comecem a ficar douradas e deixar arrefecer completamente antes de guardar.

Nota: Também é possível congelar a massa e utilizar mais tarde. Para tal pode-se dar a forma de um rolo e envolver em película aderente. Ao descongelar, corta-se o rolo em fatias e estão prontas a ir ao forno.

Brownies… provavelmente os melhores do mundo…

A pedido de várias famílias, segue a receita dos tão afamados brownies aqui da facção masculina da casa.

Ingredientes:

  • 180g de manteiga sem sal
  • 200g de chocolate negro de qualidade (usámos Lindt 70% para culinária)
  • 250g de açúcar castanho suave (usámos o Dark Brown Soft Cane Sugar da Whitworths)
  • 6 ovos
  • 90g de farinha sem fermento
  • 250g (aprox.) de uma mistura de frutos secos: nozes, nozes de pecan, castanhas do Brasil, amêndoas caramelizadas, nozes da Macadamia (nesta versão usámos castanhas do Brasil e amêndoas caramelizadas)
  • 20g de cacau em pó (opcional)

Preparação:

Aquecer previamente o forno a 190ºC.

Partir o chocolate em pedacinhos e derreter com a manteiga, em banho maria, até ficar cremoso e brilhante.

Deitar a manteiga derretida com o chocolate num recipiente grande, juntar o açúcar castanho e misturar tudo muito bem. Juntar as 6 gemas de ovo e o cacau em pó e misturar. Bater ligeiramente as claras (sem que fiquem em castelo) e adicionar em três fases, envolvendo bem e sem bater. Juntar os frutos secos e misturar.

Untar um pirex rectangular com manteiga, cobrir com papel vegetal e untar o papel com manteiga, polvilhando depois com farinha.

Colocar a mistura no pirex e levar ao forno durante cerca 25 minutos ou até estar [mal]cozido.

Cortar em quadradinhos e apreciar!

Leite Creme

Há poucas sobremesas consensuais cá em casa e o leite creme é a única que conseguimos partilhar quando vamos a um restaurante! Por isso, no Natal passado, comprámos um ferro de queimar açúcar.

Dez meses se passaram sem nunca termos dado uso à nossa prenda, por falta de lembrança, ou de ovos caseiros extra.

Hoje havia uma caixa de ovos “de compra” a terminar de prazo e o leite creme aconteceu.

Ingredientes (para 6 a 8 taças):

  • 1l de leite meio gordo
  • 150g de açúcar
  • 6 gemas de ovos*
  • 60g de farinha maizena
  • Pau de canela
  • Casca de limão

Deitar o leite numa panela (reservando um pouco numa taça). Adicionar o açúcar, o pau de canela e o limão. Na taça onde se colocou o leite, dissolver bem a farinha maizena. Num prato à parte, bater as gemas.

Quando o leite estiver quente (mas ainda não a ferver) retirar a casca de limão e o pau de canela e adicionar a farinha dissolvida. A partir daqui convém mexer sempre.

Quando o preparado levantar fervura e engrossar até ao ponto desejado, retirar do lume. Deitar umas colheres do líquido quente no prato das gemas mexendo muito bem para não talhar. Depois, deitar (a fio) a mistura das gemas no tacho, mexendo energicamente. Levar de novo a lume brando, durante poucos minutos, sem deixar ferver.

Dispor em taças para arrefecer.

Quando estiver frio poderá polvilhar-se com açúcar e queimar com o ferro próprio ou com o maçarico.

* caso não utilizem as claras para outro fim, poderão congelar. Ficam impecáveis (até para trabalhos improváveis como merengue e suspiros)

Sobre Marmelos…

Desde que nos mudámos para o campo e passámos a trabalhar em casa que temos vivido mais ao sabor da natureza e das estações do ano. Há tempo para ir ao mercado municipal e comprar produtos da época, directamente ao produtor. Assim, sentimos a necessidade de “aproveitar” ao máximo o que a natureza nos pode dar e evitar comprar feito.

A semana passada, numa ida ao mercado, uns marmelos grandes e de casca ainda verde mas limpa, chamaram-nos à atenção. Trouxemo-los para casa e ontem demos-lhes uso!

Como tentamos que nada se perca e que tudo se transforme, o 1,2kg de fruta que comprámos foi aproveitado até ao caroço, literalmente. Assámos metade, reduzimos os restantes a marmelada e com os caroços fizemos geleia! Seguem as receitas.

Marmelos assados no forno

Lavam-se muito bem os frutos, esfregando com um pano se necessário. Numa tábua, cortam-se em fatias finas, reservando os caroços (gostamos da textura da casca depois de cozida, mas se quiserem poderão descascar).

Deitam-se num tabuleiro de ir ao forno, polvilham-se com açúcar e regam-se com vinho do Porto e água*. Coloca-se o tabuleiro no forno a 200ºC até as fatias de marmelo ficarem macias, misturando de vez em quanto para não secar.

*As partes de água e vinho do Porto dependem do gosto pessoal. O importante é não colocar demasiado líquido que faça cozer ao invés de assar, nem deixar secar completamente a fruta, caso contrário queimará.

 

Marmelada

Começamos por avisar que para nós a marmelada não é propriamente uma compota, é uma coisa doce e frutada que se corta com uma faca e se come com requeijão. Por isso precisa de muito açúcar, pouca água e muito tempo até apurar.

Mais uma vez, a MFP foi utilizada, neste caso para evitar que estivéssemos a mexer a panela durante várias horas, sujeitos a queimaduras de doce a ferver.

Eis a aventura da primeira compota…

Colocámos na cuba o mesmo peso de marmelos (fatiados e com casca) em relação ao açúcar e uma pequena parte de água (foi mesmo a olho, mas o correcto seria 1dl por cada kg de fruta). Programámos a MFP para o programa das compotas e fomos à nossa vida.

No final (1h20), o preparado ainda não estava com aspecto de cortar à faca. Usámos a varinha mágica para reduzir os pedaços maiores (mas não deixámos ficar em puré porque gostamos das texturas) e colocámos mais 2h no “bake”, mas com a tampa aberta para evaporar a água mais facilmente.

Quando estava a fazer ponto de estrada e já tinha um ar caramelizado, transferimos o preparado para uma taça de onde já só vai sair, fatiada, para cima de uma fatia de requeijão de Seia… humm…

 

Geleia de Marmelo

E os caroços? Pois é, não foram para o lixo.

Como tudo foi feito em simultâneo, ao arranjar os marmelos para assar e para a compota, os caroços foram logo atirados para um tacho anti-aderente com água (para retardar a oxidação). Deixam-se ferver durante alguns minutos até começar a espessar um pouco. Depois coa-se o preparado e volta-se a levar o líquido ao lume (agora sim, podem-se deitar fora os caroços e cascas).

Acrescenta-se açúcar (a relação é 1l água para cada kg de açúcar) e mexe-se… mexe-se… mexe-se até ficar com um aspecto gelatinoso.

Cuidado para não deixar chegar a ponto de estrada, pois quando a geleia arrefece pode ficar literalmente em pedra, e portanto inutilizada. True story…

Transferir a geleia para frascos de vidro esterilizados e guardar.

Depois pode ser utilizada para pincelar bolos e tartes, para comer com camembert ou em folhados de chèvre.

Tarte de maça com leite condensado

Bom, esta não se pode enquadrar na dieta…. Mas o J. fez anos e pediu com tanto jeitinho… 🙂

Ingredientes:

  • 1 embalagem de massa quebrada (à falta dela usei folhada, mas não é a mesma coisa)
  • 4 a 5 maçãs reinetas* grandes
  • 1 lata de leite condensado (podem usar light)
  • 1 pacote de natas
  • 2 colheres de sobremesa bem cheias de farinha maizena
  • 2 colheres de chá de açúcar amarelo
  • Leite
  • Água

Descascam-se as maçãs e cortam-se em fatias finas para dentro de uma panela anti-aderente. Juntam-se duas colheres de sopa de água, o açúcar amarelo e deixa-se cozinhar até formar um puré. Verifique ocasionalmente se é necessário adicionar mais água (apenas a suficiente para que a maçã não pegue ao fundo). Caso ainda sobrem pedaços inteiros de maçã, passa-se com a varinha mágica.

Numa tarteira de fundo móvel, coloca-se a massa quebrada e dispõem-se o puré de maçã. Vai ao forno a 180ºC até a massa estar dourada (cerca de 10min).

Quando esta fase estiver terminada faz-se o creme.

Levam-se as natas ao lume até levantar fervura e adiciona-se o leite condensado. À parte, dilui-se a farinha num pouco de leite frio e acrescenta-se ao preparado mexendo sempre até engrossar. Logo que a farinha esteja cozida e o creme esteja na consistência desejada, tira-se do lume e coloca-se de imediato por cima da maçã na forma da tarte.

Deixa-se arrefecer completamente antes de polvilhar com canela. Serve-se fria.

 

*não vale a pena substituírem por golden, starking ou outras aparentadas da nossa maçã tuga, ácida, silvestre que se desfaz num maravilhoso puré. Se não tiverem reinetas, pardas, selvagens, esperem para fazer a tarte.

 

Biscoitos com sementes e frutos secos

O novo forno cá de casa estava mesmo a pedir uma estreia com biscoitinhos. Não foi propriamente a  estreia oficial já que essa não deu tempo para registos [parece que a torta-brigadeiro estava demasiado doce para alguns mas mesmo assim foi rapidamente devorada].

Com os poucos ingredientes que tínhamos cá em casa, improvisei esta receita de

Biscoitos com sementes e frutos secos

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Ingredientes:

  • ½ chávena de manteiga amolecida
  • 1 ovo biológico
  • ½ chávena de açúcar amarelo
  • 1+ ½ chávena de farinha
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • Chocolate negro em pedaços (usei frutos do mar)
  • Frutos secos e sementes a gosto (juntei nozes, amêndoas, cajus, avelãs, sementes de girassol, sésamo, sementes de papoila)

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Misturar os ingredientes pela ordem indicada (primeiro os líquidos, depois os sólidos) até formar uma massa pastosa. Colocar vários montinhos numa base anti-aderente e levar ao forno cerca de 15 minutos.

O resultado são uns biscoitos molinhos ideais para o pequeno-almoço ou para um serão de escrita, como o de hoje!