Marisco em Serpa? Sim, por favor!

Este post serve apenas para justificar muito rapidamente, e até porque não é difícil, a opção de inclusão do Restaurante e Marisqueira A Piscina, em Serpa, na nossa secção de Recomendações, ao lado de primos ricos e tascos de culto. A razão é simples, porque é bom. É muito bom.

Servem refeições continuamente, pelo que podemos almoçar às 16h ou jantar às 23h sem problemas. Os empregados são simpáticos (como não podia deixar de ser nesta zona do país que tão bem sabe receber) e a carta apresenta uma grande variedade de pratos. Entre petiscos, peixe fresco da costa (pois é!), marisco ou carnes alentejanas, é possível agradar a gregos e troianos.

Desta vez ficámo-nos pelas saladinhas de polvo e ovas, queijo de serpa, gaspacho refrescante com carapauzinhos fritos, navalheiras a saber a mar e gambas da costa (cozidas na perfeição) para acompanhar as imperiais.

Porque ficamos sempre bem impressionados (qualquer que seja o pedido) e porque o valor da conta não assusta, temos voltado sempre que possível a este spot no interior do país. Tal como sugere o nome, o restaurante fica lado a lado com as excelentes piscinas municipais de Serpa. Um 2 em 1, portanto.

É (também) por estes pequenos detalhes imprevistos (mas que funcionam!), que adoramos o Alentejo!

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Sea Me – Peixaria Moderna

Começamos por dizer que este post é um grande desafio. Há muito que queríamos experimentar o Sea Me. Sabíamos que não nos iríamos conseguir controlar perante tantas possibilidades antecipadamente percebidas como deliciosas! Tanto que a coisa foi feita em tom de prenda de aniversário, para não parecer demasiado extravagante. Com oito meses de atraso, o presente foi entregue (e muito bem recebido!). O desafio está em descrever tantos pratos tão cheios de potencialidades e combinações interessantes sem perder a cabeça, levantar da cadeira e rumar outra vez ao Sea Me.
A caminho do restaurante, depois do J. me ter dito “nada de lanchar hoje!”, perguntei-lhe:
– Leste a review da L.?
– Não me lembrei. Tu leste?
– Não! [pânico]
Temos sempre em consideração os seus comentários, mas nesta situação, tivemos também (por mero e curioso acaso) a sua presença na mesa ao lado!
– O que nos aconselhas?
– Tudo, mas têm que experimentar as vieiras.
Primeira escolha da carta feita, portanto.

Sea Me Imagem recolhida aqui

Temos pena de não ter telefones espertos para registar os nomes e os respectivos pratos. Porque são bonitos. Muito bonitos! Mas tentaremos descrevê-los e assim não estragamos a surpresa visual!
Apesar do sugerido pelo nome do espaço e pela bela bancada de peixes e mariscos frescos, não optámos por escolher o peixe a Kg. É que a carta para entradas e petiscos é bastante extensa e pareceu-nos a melhor forma de experimentar vários pratos.
Começam por nos oferecer uma latinha de pão e um couvert muito interessante com azeite e vinagre balsâmico, salada de grão e uma pasta de marisco deliciosa. Escolhemos vinho a copo (um Cartuxa branco), mas rapidamente passámos para a imperial por ter um valor mais simpático e para compensar picantes e especiarias afins.
Pedimos então as vieiras coradas com tártaro de manga e flor de sal. Deliciosas, quase se derretiam na boca e combinavam muito bem com a manga, ácida e fresca. Veio também uma salada japonesa, a surpresa da noite! Com algas tenrinhas e grandes pedaços de peixe branco, estava muito bem temperada com cebolo, lima e um leve picante. Esta será para repetir sempre. Optámos também por um carpaccio de atum com parmesão e molho de vinagrete. Mais um vez, esqueçam as fatias fininhas, as delicadezas japonesas, nada disso! São pedaços grandes de atum suculento e fresco que nos chegam. No entanto, o parmesão e o molho ocultam bastante o sabor do peixe, pelo que o prato não funciona assim tão bem.
Como não podia deixar de ser, pedimos sushi e sashimi. Neste caso somos mesmo muito exigentes pois a nossa fasquia é alta, como já se sabe, e nivelada pelo Umai/Izakaya. O sashimi era muito bom, com grandes pedaços de peixe e pequenas tiras de lula e de vieira (deliciosa crua!). Deveria trazer mais wasabi e gengibre dada a quantidade de peixe, mas também isso se perdoa. Os makis são simples – boa alga, bom arroz e bom peixe – e por isso são muito bons. Já os rolos fritos, estaladiços, com interiores sugestivos e boas combinações de ingredientes, pecam pelo intenso sabor a frito. A dada altura comentámos mesmo que nos lembrava farturas. Provavelmente não repetimos estes, mas e então? Há dezenas de outros partos para degustar!
Para terminar, um leite creme queimado, com uma textura muito interessante. Delicioso!
Quanto ao ambiente, é bastante bom ao início da noite mas logo que a sala enche (e enche mesmo, por isso é aconselhável fazer uma reserva) começa a ser bastante difícil para conversar.
O resultado? Como diria a L. “saimos de tanga” e a rebolar, por 50€ por pessoa.
Mas voltamos, oh se voltamos!
 

Francezinhas do Marco (Odivelas)

Este Verão tem sido pobre em inovações culinárias caseiras, ou quando as há, impera a preguiça de as fotografar. No entanto, temos conseguido experimentar outras cozinhas e esperamos conseguir colocar em dia as reviews dos spots mais interessantes.

Comecemos pelas Francezinhas. O grupo dos Alarves, 5 destemidos apreciadores de gastronomia que não se importantam de fazer dezenas de Kms para a degustar, deu continuidade ao projecto das Francezinhas em Lisboa, já documentado aqui.

Depois do festival temático no Tryp Oriente, foi a vez de experimentarmos o Marco em Odivelas, que nos foi muito bem referenciado. Este é o trigémio Lisboeta de outros dois irmãos: um na Trofa e outro em Famalicão. Achámos que era argumento suficiente para experimentar. E lá fomos, numa Sexta-feira à noite, restaurante cheio mas ainda assim confortável, empregados de mesa divertidos (mas não chegando ao irritante patamar do “Chicoespertismo” como muito bem os caracterizaram os Gato Fedorento), num espaço muito favorável a jantares de grupos. Pedimos as nossas Francezinhas, especiais todas elas (pois se num conjunto de três, há uma que é especial, ou “à casa”, será sempre essa a opção a fazer). Chegaram em menos de nada, enormes, numa travessa cheia de batatas fritas caseiras (um pouco molengas para o nosso gosto, mas saborosas) e com molho extra, para quem quiser. Entranhas de boa qualidade, com bife finíssimo grelhado, mortadela, linguiça e salsicha de conserva (tipo alemão), terminando com um ovo estrelado na perfeição. O molho que acompanha a dita, é muito interessante, saboroso e espesso (sem parecer sopa), no entanto não contém picante. Nesse caso deve pedir-se antecipadamente, ou então num recipiente à parte. Isto é uma vantagem pois permite a cada um determinar o grau de picante pretendido para a sua francezinha.

Também interessante é a cerveja Checa – Branca, Preta ou Morena – fresquíssima e servida em flutes. No entanto o seu valor (10€ por garrafa de 1L) rapidamente convida a pedir umas canecas. A sangria tinta também é bem feita embora não estivesse suficientemente fresca.

Francezinhas, cervejas, sangria e entradas (uns rissóis de carne acabados de fritar) ficaram por 15€/pessoa. Nada mal para a quantidade. Apesar de ter dado conta do recado, a parte feminina da mesa desejou ter pedido as francezinhas mini que constavam no menu infantil! É aconselhável marcar mesa.

Contamos voltar!